Fruticultura
 

Na Fornalha, situada cerca de São Bartomoleu do Sul estão grande parte dos pomares. Amendoeiras, alfarrobeiras, laranjeiras, oliveiras, entre outras preenchem os horizontes do monte.

Figueiras grandes e generosas, de variedade Lampo, continuam a produzir um dos frutos com grande concentração de cálcio e fibra, com altas quantidades de manganésio, magnésio, potássio e vitamina K, e flavonoides (antioxidante).

Esta variedade, Lampo preto e branco, cuja produção foi quase abandonada, uma vez que a sua fina pele, não suportava, em fresco, as grandes viagens da exportação, é agora um requinte para o palato. A quase imperceptível pele permite comer o figo fresco inteiro, sem descascar, ao mesmo tempo que a passa de figo é basicamente só polpa.

Os marmeleiros, árvores extremamente rústicas, que antes apenas separavam os terrenos, são hoje aproveitados para colher a sua fruta. A marmelada, carnuda e suave, e sua geleia, quase sucedânea do mel, faz as delícias dos amantes de crêpes, tartes e fãs da mistura do salgado queijo fresco ou flamengo com estas tradicionais iguarias.

Das oliveiras centenárias, variedade galega e manzanilla, recolhemos em Outubro a azeitona. Daí é um salto até ao lagar de S. Catarina, onde através de prensada individual, obtemos um azeite virgem muito saboroso, tal qual se gosta para molhar o pão. Depois é só a criatividade a funcionar…um pouco de louro, um raminho de orégãos, uma pitada de flor de sal, algumas pimentas, e deixar macerar. Um azeite cheio de sabor a campo.

Depois muita alfarroba, muita amêndoa, muito funcho, muito tomilho, muitas malvas, estevas, rosmaninho, alfazema, alecrim para apanhar e cheirar enquanto se passeia.



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